
A hipertensão acontece quando a pressão nas artérias fica constantemente alta. Conhecida como “assassina silenciosa”, muitas vezes não apresenta sintomas, mas pode causar complicações sérias como infarto, AVC e insuficiência renal.
A hipertensão acontece quando a pressão do sangue nas artérias fica sempre alta. Ela é medida por dois números:
Pressão sistólica (mais alta): quando o coração bombeia o sangue.
Pressão diastólica (mais baixa): quando o coração relaxa entre os batimentos.
Quando os valores chegam ou passam de 130/80 mmHg, isso já indica que a pessoa está com hipertensão.
Primária (essencial): mais comum, sem causa definida, correspondendo a maioria dos casos.
Secundária: causa identificável, que pode ser tratada com uma intervenção específica, a qual determina a cura ou a melhora do controle pressórico. Algumas doenças endocrinológicas e renais, bem como obesidade e apneia do sono são alguns exemplos.
Apesar de ser uma condição crônica, é possível controlar a pressão alta com hábitos saudáveis e, se necessário, medicação. Veja as estratégias mais eficazes:
Reduza o sal: O ideal é consumir menos de 2.300 mg de sódio por dia (1 colher de chá de sal) ou 1.500 mg, se possível.
Inclua potássio: Alimentos como banana, laranja, espinafre e batata ajudam a equilibrar o sódio.
Aposte em fibras: Grãos integrais, frutas, verduras e legumes auxiliam na saúde do coração.
Evite gorduras saturadas e trans: Presentes em frituras, embutidos e alimentos ultraprocessados.
Exercícios aeróbicos moderados, como caminhada, natação ou bicicleta, ajudam a baixar a pressão. Os exercícios de força (musculação e pilates) também auxiliam. O ideal é praticar ao menos 150 minutos por semana.
O excesso de peso é um fator importante para o aumento da pressão. Perder 5 a 10 kg pode gerar uma redução significativa na pressão arterial.
Álcool em excesso aumenta a pressão. O limite saudável é de 1 dose/dia para mulheres e 2 para homens.
O cigarro aumenta o risco de doenças cardiovasculares relacionadas à hipertensão arterial..
O estresse contínuo tem o potencial de manter a pressão elevada e desencadear hábitos prejudiciais, como má alimentação e sono ruim. Técnicas de relaxamento como meditação, ioga e respiração profunda são grandes aliadas.
Caso as alterações no estilo de vida não forem suficientes, o uso de medicamentos pode ser necessário. Entre os principais estão:
Diuréticos
Inibidores da ECA
Bloqueadores dos Receptores AT1 da Angiotensina II
Bloqueadores dos canais de cálcio
Betabloqueadores
O tipo e a dose ideais devem ser definidos por um médico, considerando o perfil de cada paciente.
Você deve buscar atendimento especializado se:
A pressão se mantiver acima de 180/110 mmHg, isso é uma emergência médica.
Sentir dor no peito, falta de ar ou confusão mental.
Tiver dificuldades para controlar a pressão mesmo com medicamentos e mudanças de hábitos.
O acompanhamento regular com um cardiologista é essencial para monitorar a eficácia do tratamento e prevenir complicações.
O Dr. Leonardo Fantini, cardiologista, oferece um acompanhamento completo e personalizado para quem enfrenta a hipertensão. Sua abordagem considera não apenas o uso de medicamentos, mas também o estilo de vida e a prevenção. Seguem algumas das principais complicações que a hipertensão pode causar:
Com a orientação certa, é possível viver com mais qualidade e segurança, mesmo tendo pressão alta.





